A Câmara Municipal de Almada apresenta a edição/DVD Almada: Vozes de Resistência, dia 29 de Setembro, pelas 21H00, no Auditório do Fórum Municipal Romeu Correia.
Resultado de uma campanha de recolha que mobilizou cerca de duas dezenas de entrevistados, este trabalho é um documento de divulgação centrado nas memórias sobre formas de resistência, formais e não formais, em Almada, ao regime do Estado Novo. Em discurso directo ouvimos testemunhos de uma geração nascida nas décadas de 20 e 30 do século passado sobre a centralidade industrial do Concelho na região da Grande Lisboa, e uma concentração operária, base para a construção de uma identidade assente no trabalho e nas redes sociais a ele associadas.
Esta edição, integrada nas comemorações municipais do 35º Aniversário do 25 de Abril, representa um contributo da Câmara Municipal de Almada para a transmissão de testemunhos vivos da resistência às gerações mais novas, para o conhecimento da história e preservação da memória, assumindo-se igualmente como singela homenagem a todos os resistentes, homens e mulheres mais ou menos anónimos, que nas vozes presentes neste DVD reconheçam o eco das suas experiências e percursos de vida.
Estamos a contactá-lo de novoporter assinado no anopassado a petição «Os amigos da Irlanda votam nãopormim».
Infelizmente, o governo irlandês e a UE não respeitaram o voto irlandês contra o tratado de Lisboa. Emvez disso, o povo irlandês tem quevotar de novo «da maneiracerta», agora no dia 2 de Outubro de 2009.
Paraconvencer o eleitorado irlandês a votarSIM, o seuprópriogoverno e o ConselhoEuropeu fizeram promessas – legalmentenão vinculativas – emrelação à neutralidade, ao seuprópriocomissárioeuropeu, à leifiscal e ao aborto. Contudo, elesvãovotar uma segundavez, talcomoantes, exactamente o mesmotratado.
Na nossaopinião, é tão andidemocrático o eleitoradovotar duas vezessobre o mesmoassuntocomo o é o facto de se terem pura e simplesmente ignorado os trêsanterioresplebiscitos.
É porissoque lançámos uma novacampanha na Internetpara uma Europa pacífica, social, ecológica e democrática.
NO MEANS NO! Yes to Europe! No to the Lisbon Treaty!
Dear friends & supporters,
We get in touch with you again because you signed the petition “Irish friends vote no for me” last year.
Unfortunately, the Irish government and the EU did not respect the Irish vote against the Lisbon treaty. Instead, the Irish people should vote again “in the right way” now on October 2nd 2009.
In order to convince the Irish electorate to vote yes, their own government and the EU Council have made – legally non-binding – promises regarding neutrality, their own EU commissioner, tax law and abortion. However, they will be voting a second time on exactly the same treaty as before.
In our view, it is just as undemocratic to have an electorate vote on the same issue twice as it is to simply ignore the three previous plebiscites.
That’s why we launched a new campaign website for a peaceful, social, ecological and democratic Europe:
A guerra das palavras aí está no palco eleitoral e para melhor ser compreendida transcrevo de “A Intoxicação Linguística”[DERIVA] de Vicente Romano a pág. 11 do PrimeiroCapítulo.
«Numa entrevista concedida no Outono de 1952 ao New York Times, Albert Einstein explicava porquenão podia ser criadora de ciência a pessoacarente de visão do mundo e de consciênciahistórica. Nãobastaensinar uma especialidade, afirmava. Dessa formaaté se pode ser uma máquinaproveitosa, masnunca uma pessoavaliosa. O que importa é perceberaquilo a quevale a penaaspirar. De outraforma, comtodo o conhecimento especializado, fica-se mais parecido comumcãotreinado do quecom uma personalidade harmonicamente dotada.
O cientista tem de conhecer as motivações dos sereshumanos, aprender a conhecer as suasaspirações e as suasdores, adquirir uma atitude correcta diante do próximo e da comunidade. (Albrecht, 1979:9)
Estas preciosas qualidades adquirem-se no contacto entre as pessoas e nãoapenasnoslivros de texto e através da especialização precoce. Isto é o que constitui, essencialmente, a cultura.
Entre os traçosfundamentais de uma educação conta-se o desenvolvimento de uma consciênciacríticanosjovens, umpensamentoque conduza a uma vontadedemocrática. Peranteisto, caberia questionar: a) se a crescente especialização implica o distanciamento dos cientistas e especialistasrelativamente à filosofia; b) que contributo dão hoje os cientistaspara o desenvolvimento de uma imagem efectivamente cientifica do mundo. (5)
Quantomelhor se entenda a relaçãoentre cosmovisão, pensamento e conhecimento, tantomais se facilitará a compreensão do devirhistórico desta relação. “Mas o pensamentoteórico” – apontava Engels na Dialéctica da Natureza – “não é uma qualidadeinata, segundo a disposição. É precisodesenvolver, educar essa disposição e parataleducaçãonão existe atéhojemelhorrecurso do que o estudo da filosofia. O pensamentoteórico de cadaépoca, e também o da nossa, é umprodutohistóricoque adopta formas e conteúdosmuitodiferentesemtemposdiferentes. A ciência do pensamento é, pois, comoqualqueroutra, uma ciênciahistórica, a ciência do desenvolvimento do pensamentohumano”.
A linguagem, comoterrorismo, dirige-se aos civis e gera medo, exerce violência simbólica oupsicológica. Produz efeitosquevãoparaalém do significado.As palavrassãocomodosesminúsculas de venenoque podemos engolirsemnosdarmos conta. À primeiravistanão parecem provocarefeito, mas ao fim de umtempo acaba por manifestar-se a reacção tóxica. “O homem é tãopropenso ao efeitohipnótico dos lemascomo às doenças contagiosas”, dizia Köestler. Amaisletal das armas é a linguagem. Sempalavrasnão há guerra.»
(5) A recente (2007) disposiçãogovernamental – de umExecutivo auto-denominado socialista – que suprime a específica de Filosofia no final dos estudos pré-universitários em Portugal dir-nos-á muitosobreestecrucialponto sublinhado por Vicente Romano (NT).