CONSTRUÇÃO
Em teias de ferro sobe por seis pilares,
a pouco a pouco das nuvens se aproxima.
Os gentis guindastes,
as betoneiras, odres de ferro galopando,
as cordas que vibram como serpentes,
os tijolos que trepam cautelosamente,
o celeste poalho do cimento
e a mão dos homens
elevam enfim
ao cume
a bandeira do sangue.
Iguais a aves no alto dos andaimes,
com ardor de zangão crescem sobre a jovem:
pintam-na de rio ou de sol ou morango maduro
e dão-se, transformam.
Sem comentários:
Enviar um comentário