COMO QUEM LEVA AO OMBRO A VIDA TODA
como quem leva ao ombro a vida toda
reconheçamos
a culpa é nossa
a angústia o medo a fome a foice
não serão símbolos mais nas mãos de quem
lutou pela senha o X o passe
que não é de mártires nem de monges
nem de símbolos de pau
crucificados que precisamos
porque aqui onde estamos
somos nós que remamos
somos nós que lavramos
este acordar de novo amordaçados

