Hoje morreremos em família
No
hospital, a enfermeira está chocada
com a visita surpresa: seu marido
na maca
chegou no banco de trás de um táxi –
carro funerário improvisado.
Não há ambulâncias suficientes em Gaza
e cada vez há mais gente a morrer.
Ela está lívida. Os homens nunca obedecem
eu disse pra esperar que o meu turno terminasse
preciso cuidar dos feridos
e disse-te que morreríamos em família
era pra morrermos juntos
em família.
*esse poema foi publicado em inglês na revista Poetry Review, em abril de 2024.
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