(1925 – 2004)
VERDES ANOS
(A Carlos Paredes)
Era um tempo dividido:
manhãs de cinza, tardes de
euforia.
Era um tempo de litígio:
noites clandestinas, sinais de
asfixia.
Como esquecer-te guitarra de
verdes
ramos rompendo a monotonia,
dor do passado, saudade do
futuro,
ferida aberta em som tão puro.
Verdes anos que a música
prometia:
como ave antiga, o canto nos
trazia.
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