NO MAUSOLÉU DE MAO
Na Praça maior do mundo.
Num silêncio profundo.
A multidão
(O corpo coleante de um dragão)
Desfila em fila reverente
(Quatro de frente, em frente)
Até ao templo-mausoléu
Que se abre como um céu.
Lá dentro, a eternidade a espera
Com face mítica de cera.
É a China que chega de milénios,
Sacral de antigos deuses e de génios,
A inclinar o passado
Perante o novo deus do povo renovado.
Depois, num passo lento, mas seguro,
Parte para o futuro.
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