Aldeia de irmãos
Ao pé dos eucaliptos,
do lavadouro, as casas.
Capela fechada, oficiantes ratos,
e cães, patos, galos
na rua e a dormir dentro,
individuais, sub-reptícios.
E doentes, cavadores, crianças
sonhando com ninhos destruídos.
Longe, na paróquia o cemitério.
Em torno vinhas, olivais,
irmãos uns dos outros
como tijolos dentro da parede.
E no Inverno o canto
da lenha exorbitando na lareira,
a queimar, a queimar a cinza por debaixo.
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